segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os olhos vendados pelo amor se vantasiam de véu e grinalda, rodopiam, brincam, e estabacam no chão. Eu te dou uns cutucões, eu piso na barra da sua saia, mas você nem aí.. continua não enxergando, existe algo muito maior que tampa os seus ouvidos, abocanham os seus pensamentos e te tranca em um caverna escura e solitária.
A intocável aprendiz da vida não joga mais as tranças para fora da janela. Não deixa ninguem subir, amordaça seus pensamentos e se deixa seguir pelo principe não-encantado. Enquanto as dores da vida não lançadas ao vento não baterem a sua porta, ficaras presa em seu pequeno mundo de magia, que de mágico, não possue muita coisa.
Se prende, se corrói, lança espadas e cai aos prantos, um dia há de resolver, de se resolver, se conhecer, se deixar e permitir e cantarolar e gargalhar e sem irritações, se permitira ser feliz consigo mesma, sem correntes que aprisionam, seguindo a leve brisa de um andar desconhecido.

2 comentários:

Dayane Mendes Rezador disse...

Quando começei a te ler pensei: - ela tem traços de alguém, um jeito de escrever que é só dela mas que trás nas entrelinhas elementos de alguém, agora descobri! Saudosíssimo Paulo Leminski.
Escreve mais Li, saudades de ler voce,,,

Li disse...

Ain que linda, não tinha visto isso ainda! Que saudade de você e das suas palavras sempre lindas!