quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cria, criatura, criador. Pega na minha mão, me guia.

É pequeno, mas tem a capacidade de fazer o nosso mundo girar de acordo com as batidas do seu coração. Você para o mundo; os nossos olhos ficam paralisados, ressecados, sem pestanejar só te adimirando, poderiamos passar dias a fio, assim, olhando suas caras e bocas enquanto dorme; rindo do seu sorriso de canto, fácil e bobo. Você que está nos rendendo longas e incansáveis risadas, dentro de um quarto pequeno com mais de meia duzia de pessoas, falando alto, comentando e rindo dos problemas alheios que são tão pequenos - que Deus nos perdoe por tantas besteiras- quando olhamos a grandeza do seus pequenos olhos, que observam tudo com tanta atenção.

Cada gesto seu é como se fosse uma vitória. Vitória sua, que nós pegamos e comemoramos, sem ao menos pedir. Olhando pra você as coisas parecem se encaixar, se não fosse você, não seria nenhum outro. A sua boquinha de chinelo, são o refúgio do seu dedão - que é mais um microdedinho, tão gelados, mesmo com as suas luvas enormes que não se encaixam de modo algum à suas mãos. A sua microorelhinha, que insiste em dobrar todas as vezes que você é trocado de colo, sem piedade. Os seus olhos, arregalados que observam a tudo, nos mínimo detalhes. Seu pézinho, que é a coisinha mais perfeita e gelada, mesmo com três meias e uma mão, tentando esquenta-lo e não obtendo sucesso. Desse tamanho, tão pequeno e tão frágil, você é sim, encantador e cativante.

E
mbrulhado com fraldas, roupinhas e macacões. Enrolado em dezenas de mantas e cobertores, você nos faz ser mais fortes. Você nos faz olhar a vida por um outro ângulo, com outras dimensões e mudar o rumo de planos que fizemos até aqui, os nossos sonhos estão, de todas as formas, aumentando, você se inclui automaticamente em todos os pedacinhos do futuro destino, enquanto nós aqui, babamos. ♥

domingo, 26 de abril de 2009

Sabe, acho que ninguém vai entender. Ou se entender não vai aprovar. Existe em nossa época um paradigma que diz: enquanto você me der carinho e cuidar de mim, eu vou amar você. Então, eu troco o meu amor por um punhado de boas ações. Isso a gente aprende desde a infância: se você for um bom menino, eu vou lhe dar um chocolate. Parece que ninguém é amado simplesmente pelo que é, por existir no mundo do jeito que for, mas pelo que faz em troca desse amor. E quando alguém, por alguma razão muito íntima, corre para bem longe de você? A maioria das pessoas aperta um botão de desliga-amor, acionado pelo medo e sentimentos de abandono, e corre em direção aos braços mais quentinhos. E a história se repete: enquanto você fizer coisas por mim ou for assim eu vou amar você e ficar ao seu lado porque eu tenho de me amar em primeiro lugar. Mas que espécie de amor é esse? Na minha opinião, é um amor que não serve nem a si mesmo e nem ao outro.

Um dia, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai.

No mundo de cá, as relações se dão na superfície. Eu fico sobre uma pedra no rio e, enquanto você estiver na outra, saudável, amoroso e alto-astral, nós nos amamos. Se você afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu pulo para outra pedra e começo outra relação superficial. Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do rio - é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso. Encostar a ponta dos dedos no fundo do rio. E isso não é nada fácil, porque existem os dragões do abandono querendo, a todo instante, abocanhar os nossos braços e o nosso juízo. Mas se eu não atravessar isso agora, a minha escrita será uma grande mentira, porque nela o que impera mais que tudo é a lealdade. É a certeza de existir um lugar, em algum canto do mundo, onde a gente é acolhido por um grande amigo. É por isso que eu tenho de ir. E porque eu não quero passar a minha existência pulando de pedra em pedra, tomando atalhos de relações humanas. Eu vou mergulhar com o meu amigo, ainda que eu tenha de ficar em silêncio, a cem metros de distância.

quinta-feira, 26 de março de 2009


Sentimentos não são folhas de papéis em brancos que se encontram em latões de lixo de escolas. Eles podem não ser muito bem definidos, más não são papéis em brancos. São folhas coloridas e sortidas, com desenhos, formas e aparências especificas.
Eles são como quaisquer outros.
Eles mudam a cada novo amanhecer.
Eles mudam conforme humor.
Mudam conforme tratamento.
Mudam conforme aproximação.
Mudam pelas aparências.
E mudam de novo pelas não aparências.
Eles mudam pelo que são.
Mudam por aquilo que não são.
Mudam.
Amanhã pode ser que mude.
Ou não.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Se isso não é amor, o que mais pode ser?


Porque distâncias são meras pedras, são fagulhas que nos interrompem. São ciclos vividos, são fases passadas, são caminhos novos a percorrer. São luminárias acesas para um novo começo em um novo destino.

Distância alguma separa o que é guardado, ausência alguma muda aquilo que fica por dentro.

E depois de todos esses nossos anos, depois de tanta coisa vivida juntos, depois de risos e choros, de espontaneidade, sinceridade, coragem, depois dessa nossa união, do nosso apego, afeição, depois de tantos abraços, conselhos, depois da família reunida, dos amigos feitos, de todas as bobagens faladas, de tantas besteiras feitas, depois de tudo compartilhado, de tudo contado, de exatamente T U D O acompanhado e depois da despedida o que nos resta a pensar é que ainda há muita coisa pra viver.

É uma página que viramos, e viramos juntos, nós nunca fizemos nada que o outro não soubesse, nós nunca fizemos uma piada sem que isso se espalhasse, nós nunca conseguimos não sentir falta um do outro, nós nunca conseguimos ficar sozinhos, nós nunca conseguimos pensar só em nós e não pensar no todo, nós nunca fizemos planos que não incluísse o bando inteiro, nós nunca sequer pensamos o quanto seria doloroso dizer um tchau, porque dizer adeus não é de se cogitar e não é agora que isso está sendo feito.

Essa nova vida é apenas uma longa passada, porque os corações estarão sempre juntos, porque os planos pro futuro continuam sempre seguindo a mesma trilha de pensamento, será sempre uma trajetória com integrantes permanentes, será sempre uma mão no bolso e a outra fazendo um grande circulo, entrelaçando braços, sem nunca estar com os vãos dos dedos vazios.

Não importa se mais dez pessoas importantes apareçam na nossa estrada, não importa o quanto os outros nos façam felizes, porque juntos nós somos I N S U B S T I T U Í V E I S. Juntos nós temos força pra seguir em frente, juntos nós temos todo o tempo do mundo, juntos nós somos completamente quem nós queremos ser, juntos nós somos os mais felizes possíveis e isso não vai mudar. N U N C A.

O que é nosso está guardado. O que é nosso será S E M P R E nosso. E trazemos isso com o coração. Porque distâncias são meras pedras no caminho... E o nosso amor...O nosso amor está acima das coisas desse mundo!

- Se isso não é amor, o que mais pode ser?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Você é a calçada em mim.


Eu gostaria de poder fingir, brincar de esquecer, de esvair tudo e deixar que vá embora.
Mais eu não consigo... Porque todas as vezes que eu olho pras calçadas, lindas e sujas eu me lembro de você... Você é exatamente como elas, são coloridas em desenhos desalinhados e me fazem ficar fixada, olhando sempre pra elas..por mais que as folhas e flores das árvores sejam bem mais bonitas e limpas, é pra essa calçada suja que eu sempre olho quando estou caminhando. E você é assim, sujo... mais cativante, desalinhado e desordenado, me deixa confusa e sem chão. Talvez eu queira um último abraço seu e nada mais.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gêmula.


Marina, mesmo quando eu digo tudo, é sempre muito pouco pra você.

Você já deve saber, mais vale à pena relembrar... Você sempre foi alguém que nos deixava um tanto quanto ansiosos.
Quando éramos apenas um feto, era por você que nós esperávamos dias, semanas, pra nos enfurnar dentro daquela sua casa, às vezes suja... Mais com um cheiro de imaginação que tanto nos encantava... Você fazia com que os nossos fins de semana passassem como num piscar de olhos e até hoje você traz a Raquel das nossas brincadeiras, dentro dos seus olhos de criança... Lembrando que nós sempre queríamos mais... Porque as nossas brincadeiras nos fizeram o que somos hoje, quando você era a Raquel e eu era a Kely, numa brincadeira aonde arrumávamos tudo e queríamos ser irmãs, aonde não bastava o nosso verdadeiro parentesco de primas. Hoje nós temos essa certeza de que realmente somos essas irmãs da infância, somos crianças até hoje e isso faz com que a nossa essência permaneça intacta e viva dentro de cada uma de nós... E assim como naqueles tempos, até hoje, é por você que nós sempre esperamos... Agora, você não traz mais só essa sua alegria tão viva, você traz consigo, toda uma beleza encantadora, você traz um ar de aconchego e ainda sim a descoberta pro novo.

E é inevitável não dizer sobre você e essa sua essência tão viva. Você é o açúcar mascavo mais doce que se pode falar, e pra você eu desejo tudo àquilo que tanto nós demonstramos, eu desejo esse AMOR. Foi com ele que nós caminhamos durante essa vida toda, foi por causa dele que nós nos tornamos o que somos hoje, é por ele que nós manteremos tudo vivo na memória. Que durante toda a sua caminhada, haja um fio de esperança correndo ao seu lado. Que a sua felicidade seja como o sol, que nasce todas as manhãs e que mesmo por entre as nuvens, você sabe que está lá e que com toda a certeza do mundo, ele vai aparecer. Que os seus sonhos sejam à força dos seus dias e que seja por eles que você acorda todas as manhãs e que essa paz que você traz nunca se esvaia. Você é como essência de bolo, que nós colocamos pra dar cheiro e um colorido especial. Com você o mundo sorri mais vezes, ele gira com todas as cores possíveis, você faz saudade e faz falta.
Obrigada por partilhar todas as suas conquistas, vitórias e derrotas durante essas tantas primaveras, obrigada por nos ajudar a ser quem somos e por partilhar quem você é.

Sem você, nada teria graça. Eu te amo muito, minha gêmula e eu te quero, pra vida toda. Parabéns!

ps.: Siga as letras em negrito. ♥

sábado, 22 de novembro de 2008

Eu e a Felicidade [2] ♥


Hoje eu estou muito feliz, muito mesmo. E eu sei o porque dessa minha imensa felicidade. A minha Felicidade hoje é um pouco mais velha, mais amedrontada, um pouco mais enrugada e um ano mais velha. A minha felicidade tem um brilho nos olhos, um sorriso estampado no rosto e alegria escrito na testa. A minha felicidade é contagiante, ela sabe decrifrar as coisas, os pensamentos, os meus pensamentos. A minha felicidade é completa, não existe distância e não se importa nenhum pouco com coisas literalmente fugaz. A minha felicidade é exatamente tudo aquilo que eu preciso e espero que ela seja. A minha Felicidade é Best. A minha Felicidade se importa com o mundo ao seu redor e isso a diferencia dos outros. A minha Felicidade faz falta, faz saudade e faz felicidade. Talvez a minha felicidade seja dificil de ser entendida pelos outros, não por mim..Afinal a Minha felicidade é a minha best, então, eu sei que ela sabe assim como ela sabe que eu sei. E eu nem preciso dizer que eu não existiria sem essa Felicidade, não é mesmo? Eu, eu e a Felicidade ♥